1. Como surgiu a ideia de criar uma boysband de garagem?
(Azeitolas Mariana, Jú e Andreia)
(Azeitolas Mariana, Jú e Andreia)
AJ: Ao observar a forma como esta azeiteirada da música portuguesa pronunciava os tês (tzês), numas férias decidimos fazer uma balada que, para além de muitos tês, tivesse todos os clichês da balada rock actual (introdução ao piano, crescendo, subida de tom…) e foi aí que se fez a balada “sinto-te em mim”. Imediatamente surgiu a ideia de fazer a banda mais azeiteira de todos os tempos.
Marlon: Eu só entrei para a banda um ano depois de ela ser formada. Após um elemento decidir sair, sobrando assim uma vaga que precisava ser preenchida e todos acharam que eu cumpria os requisitos de um Azeitona. Pois todos já nos conhecíamos há alguns anos, tendo o A.J. e eu pertencido a uma mesma banda (Yellow Jello Caramello) anteriormente.
2. Como escolheram o nome da banda?
(Azeitolas Sílvia, Carol)
Marlon: Eu só entrei para a banda um ano depois de ela ser formada. Após um elemento decidir sair, sobrando assim uma vaga que precisava ser preenchida e todos acharam que eu cumpria os requisitos de um Azeitona. Pois todos já nos conhecíamos há alguns anos, tendo o A.J. e eu pertencido a uma mesma banda (Yellow Jello Caramello) anteriormente.
2. Como escolheram o nome da banda?
(Azeitolas Sílvia, Carol)
AJ: Foi o Azeitona Panchito, que entretanto já não faz parte da banda. Na altura da criação do “Sinto-te em Mim”, “porque é que não fazemos mais algumas e formamos uma banda chamada Os Azeitonas?” Em menos de um ano vamos ao Herman!” E assim foi.
3. O que vos influenciou a escolherem a música, como forma de vida?
3. O que vos influenciou a escolherem a música, como forma de vida?
AJ: Curso de Administração e Gestão de Empresas da Universidade Católica Portuguesa.
Salsa: Ana Faria e os Queijinhos Frescos/Curso de Engenharia Electrotécnica e Computadores na FEUP (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto).
Marlon: Curso de Design Gráfico da ESAD (Escola Superior de Arte e Design )e dei por mim já estava “soterrado”.
Nena: Os ABBA, os Mingos e Samurais, Onda Choc e clássicos do Walt Disney.
4. Qual foi a primeira música que fizeram?
(Azeitola Xana)
AJ: Eu foi aos 6 anos, uma música chamada “Ketchup não arde nos olhos”, em parceria com uns primos. Com Azeitonas, foi “Bifas de Albufeira”.
Salsa: Ao meu primeiro grande amor, com 17 anos, uma valsa chamada “Butterfly”.
5. Quando e onde foi o vosso 1º concerto? Que recordações guardam desse momento?
(Azeitola não identificada)
AJ: Como azeitonas foi no Pop, um bar no Porto. O meu primeiro concerto de sempre foi numa festa de paróquia, na Paróquia de Cristo-Rei, tinha eu 13 anos. Lembro-me de ver o pessoal moshar ao som do nosso “Smells like teen spirit” e temer pela minha vida.
Salsa: Aos 6 anos, com o coro da Escola Francesa do Porto, como 1º soprano/solista, qual anjo a cantar lá dos céus. Lembro-me que havia bolos e balões azuis, brancos e vermelhos...
Marlon: Como Azeitona também foi no POP, mas um ano mais tarde que o do A.J.. O meu 1º concerto foi no Via Rápida em 94 com a banda que eu (voz) e o A.J. (baixo) tocávamos.
Nena: Há 7 anos -/+, no Foco com o coro da Faculdade de Psicologia do Porto. Gostei muito mas soube-me a pouco.
Salsa: Ana Faria e os Queijinhos Frescos/Curso de Engenharia Electrotécnica e Computadores na FEUP (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto).
Marlon: Curso de Design Gráfico da ESAD (Escola Superior de Arte e Design )e dei por mim já estava “soterrado”.
Nena: Os ABBA, os Mingos e Samurais, Onda Choc e clássicos do Walt Disney.
4. Qual foi a primeira música que fizeram?
(Azeitola Xana)
AJ: Eu foi aos 6 anos, uma música chamada “Ketchup não arde nos olhos”, em parceria com uns primos. Com Azeitonas, foi “Bifas de Albufeira”.
Salsa: Ao meu primeiro grande amor, com 17 anos, uma valsa chamada “Butterfly”.
5. Quando e onde foi o vosso 1º concerto? Que recordações guardam desse momento?
(Azeitola não identificada)
AJ: Como azeitonas foi no Pop, um bar no Porto. O meu primeiro concerto de sempre foi numa festa de paróquia, na Paróquia de Cristo-Rei, tinha eu 13 anos. Lembro-me de ver o pessoal moshar ao som do nosso “Smells like teen spirit” e temer pela minha vida.
Salsa: Aos 6 anos, com o coro da Escola Francesa do Porto, como 1º soprano/solista, qual anjo a cantar lá dos céus. Lembro-me que havia bolos e balões azuis, brancos e vermelhos...
Marlon: Como Azeitona também foi no POP, mas um ano mais tarde que o do A.J.. O meu 1º concerto foi no Via Rápida em 94 com a banda que eu (voz) e o A.J. (baixo) tocávamos.
Nena: Há 7 anos -/+, no Foco com o coro da Faculdade de Psicologia do Porto. Gostei muito mas soube-me a pouco.
6. A aposta na imagem é algo presente em vocês. Podem falar sobre o vosso look?
(Azeitolas Cátia, Cristina e Joana)
AJ: Algures entre o Neil Diamond e o Júlio Iglesias.
Marlon: Passando por Tony de Matos… claro!
Nena: O look da azeitonette é imprescindível para o grupo. Ela baseia-se num estilo muito feminino, nunca pode roçar o ordinário e há um toque de anos 50.
7. Os Azeitonas falam de amor ou brincam com o amor?
AJ: Com o amor não se brinca.
Salsa: Falam com o amor.
Marlon: O amor é uma forma de “brincar” com as emoções.
Nena: Nunca brincamos com o amor. Mas há um componente piroso do amor com que se pode brincar.
8. Qual a marca que os Azeitonas querem deixar na cultura portuguesa? Como gostavam de ser descritos?
AJ: Eu gostava de deixar um AZ tatuado no braço de todos os portugueses.
Salsa: Eu gostava de tirar preconceitos, música por música... as ideias pré-definidas tipo “Azeiteiro = Mau”, “o Rock morreu”, “o Elvis está morto” deviam ser repensadas... Gostava que fôssemos descritos como “Alternativos”. Ou “Alternativos ao Alternativo”. Ou “Porreiros”.
Marlon: Eu prefiro que fique tatuado no coração.
Nena: Um sorriso nos lábios.E “Que banda fixe”.
9. O que é que vos faz rir? O riso é um condimento essencial para a vossa relação?
AJ: Com o humor não se brinca.
Salsa: A ironia. A estupidez. Um bom malho... É preciso é ter cuidado, porque pode tornar-se contagioso...
Marlon: O humor faz parte de mim quer eu queira quer não.
Nena: As gargalhadas dos outros. E claro, é o maior responsável pela nossa relação amigável.
10. Azeitona AJ, como compositor, o que te inspira a compor?
(Azeitolas não identificadas e Bruna, Inês e Andreia)
AJ: A mim, o que me inspira geralmente é uma folha de word em branco com o cursor a piscar, como que a dizer “anda lá malandro, tens meia hora para fazer uma música, e é bom que saia porreira.”
11. Existem álbuns nas vossas estantes que surpreenderiam os fãs?
AJ: Surpreendentemente, sim. As nossas estantes têm de facto CDs, ainda do tempo em que a pessoa ia a uma loja e pagava por eles.
Salsa: Sim, a sério, eu comprei mesmo o vinil da Ana Faria e os Queijinhos Frescos - Brincando aos Clássicos – na feira da Vandoma... e também tenho umas músicas muito giras tiradas da Internet...
12. Acham que a chamada música popular portuguesa está descaracterizada? Como se definem em termos musicais? A que estilo musical julgam estar associados?
AJ: A maior parte da música portuguesa é cantada em inglês. Não sei se está descaracterizada. É como as casas dos emigrantes. Os chalés suíços já se pode dizer, ao fim destes anos todos, que são característicos da arquitectura portuguesa, não?
Salsa: Nunca fui muito de definições... Se o povo gosta, e é portuguesa, então é Música Popular Portuguesa, não? Descaracterizá-la seria tentar contê-la num estilo só... Em termos musicais defino-me como “Sol Si Dó”, tudo em semínimas, na clave de Fá. Em termos de estilo, estamos associados ao “Parnaso Rock”.
Marlon: A música portuguesa tem novas características que me ultrapassam… acho que estou lento demais para os tempos que correm. Deve ser do slow-food.
Nena: Descaracterizada não está de certeza porque há muita gente que se identifica com ela. Eu gosto de quase tudo, não sou esquisita, mas os meus favoritos são Queen. Não estou associada a nenhum estilo musical, gosto de música boa.
13. Existe público para a vossa música? Quem julgam ser esse público?
(Azeitola não identificada)
AJ: Existe. As pessoas que gostam de nós têm 21 anos, gostam muito de ir ao cinema, viram o Código Da Vinci mas preferiram o livro, detestam mosquitos, irritam-se imenso com multidões, gostam muito de viajar para locais exóticos e têm um gato chamado Félix.
Salsa: Existe. Basta não ter medo de ser feliz...
Marlon: Todos aqueles que gosta das nossas músicas, e já são muitos. Há uns que gostam mas ainda não sabem ou não querem admitir.
Nena: Felizmente sim e tem vindo a aumentar de cada vez que damos concertos. Público que gosta do que ouve.
14. Vocês preferem concertos intimistas ou grandes espaços para se apresentarem?
(Azeitolas Maria, Sofia e Guida)
AJ: Eu, Grandes. Nos pequenos fico um bocado envergonhado.
Salsa: Eu, Intimistas. Gosto da tensão do silêncio... E nos grandes fico um bocado envergonhado...
Marlon: Eu prefiro os intimistas, por ser a melhor forma de nós passarmos a nossa mensagem (o amor). Em grande formato… mmmm…aaaa… Cada coisa a seu tempo.
Nena: Qualquer coisa serve.
15. Ainda sobre os vossos concertos, porque é que os concertos com convidados são só em Lisboa e no Porto?
(Wally Joe)
AJ: Porque calhou. O Rui Veloso e o José Cid andavam pelo Porto na altura do nosso concerto cá. O Armando Gama vive em Lisboa. Não tivemos lata para propor “Como é, Armando, siga para Nisa?”. Mas por acaso no concerto do Crato vamos ter como convidados os Adiafa, que são alentejanos e o Crato fica em mão.
16. Sobre o concerto no Sá da Bandeira, o Marlon usou uma coquilha?
(Azeitola Mariana)
AJ: Não falo do falo de ninguém.
Salsa: E eu a pensar que o público olhava para o coração...
Marlon: Não preciso de prefixos nem sufixos.
17.Como é a convivência nos bastidores com os nomes consagrados, vossos convidados?
(Azeitolas não identificadas, Catarina, Rita e Maria João)
AJ: Cordata. Discutimos vários assuntos de interesse nacional.
Salsa: Curta. E à vontade.
Marlon: Eu geralmente fico com a pasta do internacional.
Nena: Óptima.
18. Podem descrever o melhor momento desta Azeitour? E o pior?
(Azeitolas Carla, Lurdes e Joana)
AJ: Melhor foi tocar o Paixão com o Rui Veloso na guitarra e José Cid na bateria, no Teatro Sá da Bandeira no Porto. Cantar com o Armando Gama o “Esta balada que te dou” também pautou por uma bitola alta. Momentos maus ainda não houve nenhum digno de nota.
Salsa: Momento mau – a morte do amigo Gnomo.
Marlon: Assistir e participar a estes mesmos momentos. Rui Veloso e José Cid ao vivo no mesmo palco foi um marco histórico-inédito em Portugal.
Nena: Melhor- Rui Veloso e Cid juntos em palco e Qd o azeitona salsa chamou pessoalmente o Armando Gama de Valentino.
Pior- Não houve.
19. Vão lançar em breve um single chamado “Sílvia Alberto”. Como surgiu esta canção?
AJ: É fruto de uma paixão mal resolvida que nós todos temos pela Sílvia desde que fomos ao programa dela na Sic.
Marlon: “Ó Sílvia, Ó Sílviaaaa!!”
20. Como tem sido a recepção a esta música nos vossos concertos?
Marlon: “Ó Sílvia, Ó Sílviaaaa!!”
21. Para quando um novo trabalho? Qual vai ser a linha condutora desse trabalho?
AJ: Talvez saia nos princípios de 2007. Vai-se chamar “Rubi”. A linha condutora vamos deixar para o disco a seguir a esse, que se vai chamar “the rise and fall of azeitonas”.
Salsa: Arriscar o Festival da Canção. Não esquecer o próximo videoclip “Sinto-te em Mim”, ainda em rodagem.
Nena: Música portuguesa.
22. Para além de animar a malta, o que faz falta na música portuguesa?
AJ: O Tony de Matos.
Salsa: Mais música
Marlon: Intercâmbio entre artistas.
23. Obrigado pela entrevista! Deixem um recado a todos os leitores da Maria Azeitola.
AJ: Ouçam Tony de Matos, Maria Clara, Maria de Fátima Bravo, Maria Amélia Canossa, Artur Garcia, António Calvário, Francisco José e continuem a acreditar no amor de uma forma sincera e verdadeira.
Salsa: Dêem Ana Faria e os Queijinhos Frescos aos vossos filhos/sobrinhos/irmãos mais novos, e dêem amor.
Marlon: Não percam os próximos episódios dos Azeitonas… Por que nós também não!!
Nena: Não tenham medo de serem felizes.
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